Olá para todos.
O capítulo 5 do livro do Warburton, que usaremos nas próximas aulas,
está no link
http://dl.dropbox.com/u/5959592/warburton_ciencia.pdf
Abraços
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Material disponível - lógica e argumentos não-dedutivos
Olá para todos.
Nos links abaixo, as apostilas introdutórias de lógica que mencionei em sala
http://dl.dropbox.com/u/5959592/apostilas_logica/1_log_pred.pdf
http://dl.dropbox.com/u/5959592/apostilas_logica/2_log_sentencial.pdf
Abaixo, uma apostila sobre argumentos não-dedutivos, que inclui generalizações indutivas e argumentos por analogia.
Nos links abaixo, as apostilas introdutórias de lógica que mencionei em sala
http://dl.dropbox.com/u/5959592/apostilas_logica/1_log_pred.pdf
http://dl.dropbox.com/u/5959592/apostilas_logica/2_log_sentencial.pdf
Abaixo, uma apostila sobre argumentos não-dedutivos, que inclui generalizações indutivas e argumentos por analogia.
http://dl.dropbox.com/u/5959592/apostilas_logica/inducao.pdf
E para que estiver interessado, abaixo dois textos sobre o problema da indução.
E para que estiver interessado, abaixo dois textos sobre o problema da indução.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Ementa: História da Filosofia IV: Filosofia Contemporânea – Conhecimento
Olá para todos.
No link
ftp://ftp.fafich.ufmg.br/public_html/esp_guia06_06.htm
está a ementa da disciplina
História da Filosofia IV: Filosofia Contemporânea – Conhecimento
do curso de especialização em filosofia da UFMG.
Em breve será disponibilizado o plano de curso e material didático comlementar.
Abraços
No link
ftp://ftp.fafich.ufmg.br/public_html/esp_guia06_06.htm
está a ementa da disciplina
História da Filosofia IV: Filosofia Contemporânea – Conhecimento
do curso de especialização em filosofia da UFMG.
Em breve será disponibilizado o plano de curso e material didático comlementar.
Abraços
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Entrega do trabalho final
Os alunos abaixo ainda não entregaram o trabalho:
MARCELO GOMES PEREIRA JÚNIOR
MARCIA DE CASSIA FERREIRA MOREIRA
MARCELO GOMES PEREIRA JÚNIOR
MARCIA DE CASSIA FERREIRA MOREIRA
RIZZIA SOARES ROCHA
VERA LUCIA DA CRUZ VIEIRA
Aceitarei os trabalhos até sexta, 18/12 14h, apenas enviados por email.
Abraços e bom fim de ano para todos.
A.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Flamengo Sessentão - Nelson Rodrigues
Mais uma vez, vale a pena reler o tricolor N. Rodrigues falando do Mengão, 50 e tantos anos atrás.
Abraços
A.
Nélson Rodrigues
Manchete Esportiva, 26/11/1955
Corria o ano de 1911. Vejam vocês: - 1911! O bigode do kaiser estava, então, em plena vigência: Mata-Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: - é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de catorze anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Convenhamos: - grande época! grande época!
Pois bem. Foi em 1911, tempo dos cabelos compridos e dos espartilhos, das valsas em primeira audição e do busto unilateral de Mata-Hari, que nasceu o Flamengo. Em tempo retifico: - nasceu a seção terrestre do Flamengo. De fato, o clube de regatas já existia, já começava a tecer sua camoniana tradição náutica. Em 1911, aconteceu uma briga no Fluminense. Discute daqui, dali, e é possível que tenha havido tapa, nome feio, o diabo. Conclusão: - cindiu-se o Fluminense e a dissidência, ainda esbravejante, ainda ululante, foi fundar, no Flamengo de regatas, o Flamengo de futebol.
Naquele tempo tudo era diferente. Por exemplo: - a torcida tinha uma ênfase, uma grandiloqüência de ópera. E acontecia esta coisa sublime: - quando havia um gol, as mulheres rolavam em ataques. Eis o que empobrece liricamente o futebol atual: - a inexistência do histerismo feminino. Difícil, muito difícil, achar-se uma torcedora histérica. Por sua vez, os homens torciam como espanhóis de anedota. E os jogadores? Ah, os jogadores! A bola tinha uma importância relativa ou nula. Quantas vezes o craque esquecia a pelota e saía em frente, ceifando, dizimando, assassinando canelas, rins, tórax e braços adversários? Hoje, o homem está muito desvirilizado e já não aceita a ferocidade dos velhos tempos. Mas raciocinemos: - em 1911, ninguém bebia um copo d'água sem paixão.
Passou-se. E o Flamengo joga, hoje, com a mesma alma de 1911. Admite, é claro, as convenções disciplinares que o futebol moderno exige. Mas o comportamento interior, a gana, a garra, o élan são perfeitamente inatuais. Essa fixação no tempo explica a tremenda força rubro-negra. Note-se: - não se trata de um fenômeno apenas do jogador. Mas do torcedor também. Aliás, time e torcida completam-se numa integração definitiva. O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubro-negro não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele sangra como um César apunhalado.
Também é de 1911, da mentalidade anterior à Primeira Grande Guerra, o amor às cores do clube. Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, abatidos. Há de se chegar o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.
* * *
Pois bem. Foi em 1911, tempo dos cabelos compridos e dos espartilhos, das valsas em primeira audição e do busto unilateral de Mata-Hari, que nasceu o Flamengo. Em tempo retifico: - nasceu a seção terrestre do Flamengo. De fato, o clube de regatas já existia, já começava a tecer sua camoniana tradição náutica. Em 1911, aconteceu uma briga no Fluminense. Discute daqui, dali, e é possível que tenha havido tapa, nome feio, o diabo. Conclusão: - cindiu-se o Fluminense e a dissidência, ainda esbravejante, ainda ululante, foi fundar, no Flamengo de regatas, o Flamengo de futebol.
Naquele tempo tudo era diferente. Por exemplo: - a torcida tinha uma ênfase, uma grandiloqüência de ópera. E acontecia esta coisa sublime: - quando havia um gol, as mulheres rolavam em ataques. Eis o que empobrece liricamente o futebol atual: - a inexistência do histerismo feminino. Difícil, muito difícil, achar-se uma torcedora histérica. Por sua vez, os homens torciam como espanhóis de anedota. E os jogadores? Ah, os jogadores! A bola tinha uma importância relativa ou nula. Quantas vezes o craque esquecia a pelota e saía em frente, ceifando, dizimando, assassinando canelas, rins, tórax e braços adversários? Hoje, o homem está muito desvirilizado e já não aceita a ferocidade dos velhos tempos. Mas raciocinemos: - em 1911, ninguém bebia um copo d'água sem paixão.
Passou-se. E o Flamengo joga, hoje, com a mesma alma de 1911. Admite, é claro, as convenções disciplinares que o futebol moderno exige. Mas o comportamento interior, a gana, a garra, o élan são perfeitamente inatuais. Essa fixação no tempo explica a tremenda força rubro-negra. Note-se: - não se trata de um fenômeno apenas do jogador. Mas do torcedor também. Aliás, time e torcida completam-se numa integração definitiva. O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubro-negro não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele sangra como um César apunhalado.
Também é de 1911, da mentalidade anterior à Primeira Grande Guerra, o amor às cores do clube. Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, abatidos. Há de se chegar o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.
* * *
Assinar:
Postagens (Atom)
